PROJETO EDUCATIVO DA ESCOLA PROFISSIONAL DE VILA DO CONDE
PREÂMBULO
A Lei de Bases do Sistema Educativo estabelece que o sistema educativo português se desenvolve através de um conjunto organizado de estruturas, modalidades e ações diversificadas, promovidas e geridas por diferentes instituições públicas, particulares e cooperativas. É neste quadro que se concretiza o direito fundamental à educação e se garante a formação integral dos cidadãos ao longo da vida.
O Projeto Educativo da Escola Profissional de Vila do Conde (EPVC) constitui o documento estruturante que orienta a ação da escola e integra o esforço individual de todos os seus intervenientes numa visão coletiva e partilhada. A sua finalidade é proporcionar aos alunos as melhores oportunidades de aprendizagem, promovendo percursos formativos coerentes, exigentes e alinhados com as necessidades da sociedade e do tecido económico local, regional e nacional.
Neste documento, a EPVC afirma-se como uma organização com objetivos claros e uma identidade própria, sustentada em princípios, valores, atitudes e finalidades que orientam o desenvolvimento curricular e pedagógico. Pretende-se, assim, criar um clima educativo favorável, uma cultura institucional sólida e um ambiente de trabalho propício ao sucesso dos alunos, ao seu desenvolvimento humano e à sua preparação para a vida ativa.
O Projeto Educativo é, por isso, um instrumento orientador para toda a comunidade educativa – pais e encarregados de educação, alunos, docentes, colaboradores e parceiros institucionais – agregando as políticas e linhas estratégicas da escola relativamente às suas grandes áreas de atuação: sociocultural, científica, tecnológica, ambiental e de cidadania. Trata-se de um documento flexível, dinâmico e evolutivo, construído de forma participada e enriquecido com as contribuições e sugestões recolhidas ao longo do processo de reflexão interna. De modo a assegurar o cumprimento das metas delineadas, o Projeto Educativo da EPVC desdobra-se em objetivos específicos e estratégias operacionais para cada área estratégica, promovendo a harmonização de procedimentos e a consolidação de práticas eficazes.
Assume-se, em última análise, como o instrumento que orienta a escola na prossecução da sua missão: oferecer um ensino profissional de qualidade, inovador, inclusivo e capaz de responder aos desafios atuais e futuros, contribuindo para a formação de jovens técnicos competentes, responsáveis e preparados para a cidadania e para o mercado de trabalho. Nota: O Projeto Educativo da Escola Profissional de Vila do Conde foi elaborado com base na legislação em vigor, sendo aprovado pelos órgãos competentes, acompanhado dos pareceres do Conselho Pedagógico e do Conselho Consultivo, para um horizonte temporal de 3 anos (2025 a 2028), aberto à sua reformulação e revisão, sempre que oportuno e tido por conveniente. Este Projeto Educativo será divulgado por todos os agentes da comunidade escolar.
1. PROJETO EDUCATIVO DA ESCOLA PROFISSIONAL DE VILA DO CONDE
1.1. UMA ESCOLA INTEGRADA NA SUA REGIÃO
Impulsionada pela Associação Comercial e Industrial de Vila do Conde (ACIVC), que está na sua origem, a Escola Profissional de Vila do Conde (EPVC) representa um forte investimento das forças vivas da região no desenvolvimento do ensino profissional. A EPVC aposta na inversão de fatores concelhios negativos tais como a crónica falta de mão-de-obra qualificada de técnicos intermédios, o insucesso e o abandono escolar e propõe-se criar alternativas de formação à população jovem, diversificando a qualificação dos recursos humanos existentes e preparando-os para as novas realidades empresariais, económicas, sociais e de formação desta que é uma região plena de oportunidades e em rápida e profunda transformação.
1.2. HISTÓRIA
A EPVC foi criada em 14 de setembro de 1990 por iniciativa da ACIVC, mediante assinatura de um contrato-programa outorgado com o Ministério da Educação e insere-se na rede escolar como um estabelecimento privado de ensino que promove cursos profissionais no âmbito do ensino não superior, sujeitos à tutela científica, pedagógica e funcional do Ministério da Educação.
A ACIVC, depois de assegurar nas suas instalações as condições físicas e materiais para dar cumprimento ao seu projeto educativo, recrutou um conjunto de docentes cujos perfis se adequavam às exigências profissionais definidas. A ACIVC prestou especial atenção ao recrutamento da direção pedagógica e do corpo docente, procurando aliar o conhecimento e experiência de ensino dos professores ligados ao ensino regular com o de professores/formadores ligados ao mundo empresarial.
Para adequar a oferta formativa às necessidades reais da comunidade empresarial local e regional, a afirmação da EPVC contou decisivamente com o apoio da sua entidade proprietária, a ACIVC. Trata-se de uma associação empresarial fortemente enraizada não apenas na comunidade vila-condense, mas também nos concelhos limítrofes e, de forma crescente, em toda a Área Metropolitana do Porto. Constituída por um grupo de empresários conscientes de que só através da formação seria possível colmatar a falta de técnicos qualificados que se fazia sentir, a ACIVC teve um papel determinante na orientação estratégica da escola.
Através da sua participação nos órgãos de gestão, estes empresários puderam intervir desde cedo na definição da oferta de cursos mais adequada às necessidades da região, na organização das atividades formativas e na criação de oportunidades para a integração dos alunos. Abriram portas para a realização de estágios e para a posterior inserção profissional, reforçando a ligação entre a EPVC e o tecido económico regional.
A ACIVC sempre garantiu ainda a gestão equilibrada dos recursos financeiros e materiais à disposição da escola, contribuindo para que se melhorassem, ano após ano, as condições físicas existentes e se adquirisse mais e melhor material sempre tendo como objetivo último a melhoria da formação profissional e consequentemente o sucesso educativo dos alunos.
1.3. ENTIDADE PROPRIETÁRIA
A entidade proprietária da Escola Profissional de Vila do Conde é a Associação Comercial e Industrial de Vila do Conde, com sede na Rua da Igreja, 15, em Vila do Conde.
Um dos seus objetivos estatutários é promover o desenvolvimento económico, social, cultural, científico, tecnológico e profissional da comunidade local, regional e nacional, através da realização ou do patrocínio de atividades de ensino, de educação, de cultura, de investigação, de inovação, de formação profissional e de solidariedade social, regendo-se pela lei em vigor no que à organização, funcionamento, tutela e fiscalização respeita, e pelos seus estatutos e regulamento interno, aprovados em Assembleia Geral, no que se refere a outros aspetos.
A EPVC, enquanto instituição dedicada exclusivamente ao ensino profissional, constitui um elemento inovador e dinâmico no panorama educativo do concelho, oferecendo uma alternativa sólida e diferenciadora ao ensino secundário regular. Aberta à participação ativa da comunidade e às parcerias com empresas e instituições locais, a EPVC integra o sistema modular de formação profissional, permitindo flexibilidade, personalização do percurso formativo e adaptação às necessidades do mercado de trabalho.
Através desta abordagem, a EPVC proporciona aos jovens múltiplas opções de qualificação que promovem a sua inserção profissional, favorecendo a fixação de talentos no concelho e contribuindo para o fortalecimento do tecido económico e social local. A instituição combina formação teórica, prática e em contexto real de trabalho, potenciando competências técnicas, transversais e digitais, essenciais para os desafios profissionais atuais.
Do ponto de vista legal, a EPVC é uma instituição de ensino privado, regulada pelos seguintes diplomas:
- Decreto-Lei nº 92/2014, de 20 de junho;
- Portaria nº 74-A/2013, de 15 de fevereiro;
- Lei nº 51/2012, de 5 de setembro.
Esta orientação estratégica reforça o compromisso da EPVC com a excelência educativa, a inovação pedagógica e a relevância social e económica, consolidando o seu papel como referência no ensino profissional da região.
CARACTERIZAÇÃO DA EPVC
MISSÃO
Apostar no desenvolvimento das competências técnicas dos alunos conjugando uma sólida formação teórica com uma prática enriquecedora de Formação em Contexto de Trabalho.
Envolver a comunidade empresarial na vida da escola, levando a que a usem como local de recrutamento de mão de obra reconhecidamente qualificada.
- VISÃO
A EPVC elege a formação de dupla certificação, escolar e profissional, como a via privilegiada para a construção de projetos de vida positivos e duradouros que respondam às necessidades de recursos humanos do tecido socioeconómico regional e local, preparando jovens para um exercício profissional qualificado sem descurar a possibilidade de prosseguimento de estudos, conciliando, deste modo, as necessidades mais imediatas das empresas com os legítimos anseios e ideais dos jovens em formação.
- VALORES
A EPVC defende os valores da paz, tolerância e diálogo entre os povos e culturas, no respeito pelo seu património natural e cultural e no respeito pelos direitos individuais de cada um dos seus alunos, nomeadamente o seu direito à diferença em liberdade e em democracia.
A EPVC procura que todos os intervenientes no processo educativo contribuam de forma positiva para o seu projeto de educação inclusiva e de educação para a cidadania ativa, contribuindo, deste modo, para promover a aquisição de competências reduzindo as desigualdades.
- OBJETIVOS
Constituem objetivos da EPVC ministrar formações de natureza profissionalizante inseridas no Sistema Nacional de Qualificações e no Catálogo Nacional de Qualificações, nas modalidades de formação inicial e contínua e atividades de certificação escolar e profissional, a seguir indicadas:
– Cursos de educação/formação;
– Cursos Profissionais;
– Cursos técnico superior profissional;
– Cursos de especialização tecnológica;
– Cursos de Educação e Formação de Adultos;
– Formações modulares certificadas;
– Cursos de formação à medida em regime laboral e pós-laboral;
– Outras ações de formação profissional requeridas pelo tecido económico e social;
– Atividades de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências escolares e profissionais.
Tendo em conta que a organização da formação implica atuar nos diferentes domínios que estruturam a atividade da Escola, identificam-se e desenvolvem-se ainda os seguintes objetivos que lhes estão subjacentes:
– Estudo e diagnóstico de necessidades de formação e de certificação de competências;
– Planeamento e organização de atividades educativas, formativas e de certificação de competências;
– Conceção de programas, instrumentos e suportes formativos;
– Desenvolvimento e execução de atividades educativas, formativas e de certificação;
– Acompanhamento e avaliação de atividades formativas e de certificação;
– Outras formas de intervenção sociocultural ou pedagógica, preparatórias ou complementares da atividade formativa ou facilitadoras do processo de socialização profissional;
– Formas de organização da formação – formação a distância;
– Sistema de garantia da qualidade, alinhado com o quadro EQAVET;
– Relações institucionais.
CONTEXTUALIZAÇÃO DAS ÁREAS DE INTERVENÇÃO DA EPVC
O Ensino Profissional tem sido, até à data, uma das principais atividades formativas da EPVC, envolvendo um número significativo de alunos e professores.
Os cursos profissionais são uma das ofertas formativas no ensino secundário, juridicamente regulados pelo Decreto-Lei 139/2010 de 5 de julho, vocacionados para a qualificação profissional dos alunos, privilegiando a sua inserção no mundo do trabalho e permitindo o prosseguimento de estudos.
As disciplinas dos cursos profissionais estão agrupadas em sete áreas de formação e estruturadas segundo uma estrutura modular que determina métodos específicos de ensino-aprendizagem, assim como modalidades específicas de avaliação; a progressão ocorre, deste modo, de acordo com os ritmos diferenciados de aprendizagem dos alunos.
O regime de progressão adotado no Ensino Profissional termina com a Prova de Aptidão Profissional, trabalho que assume a natureza de projeto transdisciplinar, em que se evidencia uma dimensão teórica, integradora dos saberes adquiridos e uma dimensão prática, em estreita ligação com o contexto de trabalho.
Os cursos profissionais ministrados nesta Escola valorizam o desenvolvimento de competências para o exercício de uma profissão em articulação com o tecido empresarial local/regional/nacional.
No corrente ano letivo 2025/2026, a Escola possui Autorização Prévia de Funcionamento para as seguintes áreas de formação:
– 481 Ciências Informáticas;
– 523 Eletrónica e Automação;
– 812 Turismo e Lazer;
– 761 Trabalho Social e Orientação;
– 341 Comércio;
– 813 Desporto
– 522 Eletricidade e Energia.
- JUSTIFICAÇÃO DA OFERTA FORMATIVA
A oferta formativa da EPVC está totalmente alinhada com:
- Diretrizes europeias de qualificação e inovação
- Políticas nacionais do SNQ e Estratégia Portugal 2030
- Prioridades regionais RIS3 Norte
- Necessidades reais de empresas e territórios
- Compromissos de sustentabilidade e inclusão
Todas as propostas da EPVC de candidatura a novas turmas/novos cursos enquadram-se com as prioridades definidas pela ANQEP através do SANQ, são pensadas com base nos dados da EPVC sobre a evolução da população escolar, os níveis de sucesso, as taxas de empregabilidade e a procura social dos cursos, e têm em vista o aproveitamento pleno das instalações e equipamentos da EPVC bem como dos seus recursos humanos.
As propostas da EPVC são analisadas e avaliadas pela rede formativa concelhia, liderada pela Câmara Municipal de Vila do Conde (CMVC), e têm merecido a sua concordância por serem relevantes para a qualificação dos recursos humanos do concelho.
Os empresários e representantes de instituições que constituem o Conselho Consultivo da EPVC emitem anualmente um parecer favorável à proposta apresentada pela Direção da EPVC.
Para responder às necessidades do tecido empresarial local e regional, a ACIVC realizou um criterioso levantamento de necessidades, adaptado às caraterísticas do contexto a estudar, de forma presencial, possibilitando a recolha de opiniões por parte dos empresários sobre os vários aspetos da formação e qualificação de jovens e adultos.
Ao nível do ensino secundário, a EPVC é responsável por cerca de um terço da oferta de cursos profissionais de dupla certificação do concelho, e é a única que se dedica, desde 1990, em exclusivo, a este propósito, apresentando anualmente indicadores estatísticos sobre a procura dos cursos, conclusão, prosseguimento de estudos e empregabilidade dos seus alunos.
A oferta da EPVC assume um papel muito importante apresentando-se como uma oportunidade de os jovens adquirirem competências profissionais que se ajustam aos seus interesses e às necessidades do mercado de trabalho local, mas também como uma importante estratégia de qualificação e promoção do acesso e sucesso educativo.
Nas áreas da Eletrónica e da Informática, as empresas acolhedoras reconhecem nos alunos uma combinação particularmente valorizada de competências técnicas sólidas e uma forte capacidade para trabalhar de forma colaborativa. Estas características têm sido apontadas como a sua principal mais-valia, refletindo-se na confiança que lhes é depositada desde os primeiros momentos de integração profissional.
A procura contínua por estes técnicos – especialmente nas vertentes de manutenção, reparação e atualização de equipamentos e sistemas – confirma-se através das elevadas taxas de empregabilidade observadas nos últimos anos. Tal tendência evidencia não apenas a pertinência da formação recebida, mas também a necessidade permanente de profissionais qualificados capazes de responder a desafios tecnológicos em constante evolução. Importa ainda salientar que o tecido empresarial local é composto maioritariamente por pequenas empresas, onde grande parte do trabalho operacional é assegurado pelos próprios empresários. Nestes contextos, em que as funções raramente se limitam à gestão e exigem uma intervenção direta em múltiplas áreas, tornam-se particularmente relevantes a competência técnica, a autonomia e a polivalência demonstradas pelos alunos. Esta capacidade de adaptação a diferentes tarefas e ambientes de trabalho constitui, assim, um fator determinante para a sua integração e sucesso profissional.
Na área do Turismo, é amplamente reconhecido que apenas através de uma oferta qualificada, assegurada por técnicos devidamente preparados, é possível valorizar plenamente os recursos naturais, culturais e patrimoniais que caracterizam a região. A qualidade da experiência proporcionada ao visitante torna-se, assim, um elemento essencial para potenciar a atratividade do território e, consequentemente, promover o emprego e o desenvolvimento económico local. Vila do Conde, integrada na Área Metropolitana do Porto, beneficia de uma localização estratégica que reforça significativamente o seu potencial turístico. A proximidade ao Aeroporto Internacional Francisco Sá Carneiro – acessível de forma rápida e cómoda através do metro ou da A28 – facilita a mobilidade de visitantes nacionais e internacionais. Além disso, o concelho assinala o início de uma das principais vias rodoviárias de ligação ao interior do país, a A7, o que reforça a sua centralidade e conectividade. A região beneficia igualmente da dinâmica turística de concelhos vizinhos da Área Metropolitana do Porto, como Matosinhos, Póvoa de Varzim, Maia, Porto e Vila Nova de Gaia, que em conjunto constituem uma das zonas mais competitivas e diversificadas do país. Cada um destes territórios contribui com produtos turísticos complementares – desde o turismo balnear e gastronómico de Matosinhos, à oferta cultural e patrimonial do Porto, ao enoturismo de Gaia, à vida costeira da Póvoa de Varzim e às infraestruturas empresariais e logísticas da Maia – criando uma rede integrada de experiências que beneficia todos os municípios. Outro elemento particularmente relevante é o novo Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões, que transformou esta infraestrutura numa importante porta de entrada na região. A receção regular dos maiores e mais prestigiados navios de cruzeiro do mundo tem contribuído para reforçar a visibilidade internacional da Área Metropolitana do Porto, dinamizando o turismo no destino Porto e Norte e gerando novas oportunidades de desenvolvimento para os concelhos envolventes.
Na área Social, os representantes das instituições presentes no Conselho Consultivo têm manifestado a sua preocupação relativamente à escassez de quadros intermédios devidamente qualificados, quer ao nível das competências técnicas, quer no domínio das indispensáveis noções de saber-estar e relacionamento interpessoal. Esta realidade evidencia a importância de uma formação sólida, capaz de responder às exigências crescentes dos serviços sociais e das organizações que os integram. Apesar deste contexto desafiante, os técnicos que concluem o curso revelam uma assinalável polivalência, demonstrando capacidade para intervir em diferentes áreas e funções, o que constitui um fator determinante para a sua integração no mercado de trabalho. Mesmo face ao atual clima económico, mantêm níveis de empregabilidade satisfatórios e evidenciam igualmente um potencial de prosseguimento de estudos claramente acima da média, refletindo a qualidade da formação adquirida. Importa ainda salientar a necessidade de corresponder às legítimas expectativas do elevado número de jovens dos concelhos de Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Trofa, Maia e Matosinhos, que continuam a procurar esta área de formação. Responder de forma eficaz a esta procura significa não apenas garantir oportunidades educativas e profissionais, mas também contribuir para o desenvolvimento social e comunitário da região.
Na área do Comércio, através do Curso Profissional de Técnico/a de Comunicação e Serviço Digital, os empresários e representantes de instituições do Conselho Consultivo identificaram o curso profissional de Técnico de Comunicação e Serviço Digital, como uma área em que se pode verificar a forte aposta no desenvolvimento de qualificações e competências para a inovação e renovação, competências fundamentais para preparar os jovens para um mundo onde serão pressionados a inovar em todas as etapas da sua educação, defendendo assim, a necessidade duma cada vez maior especialização nesta área. A EPVC é a única que se dedica em exclusivo à oferta de cursos profissionais de dupla certificação do concelho, apresentando anualmente indicadores estatísticos sobre a procura dos cursos à conclusão, prosseguimento de estudos e empregabilidade. Devido à sua forte ligação com o tecido empresarial, a oferta da EPVC assume um papel muito importante apresentando-se como uma oportunidade de os jovens adquirirem competências profissionais que se ajustam aos seus interesses e às necessidades do mercado de trabalho local, numa estratégia de qualificação e valorização dos recursos humanos. O reforço da capacidade da EPVC em inovar e desenvolver projetos com vista à aquisição de conhecimentos com objetivo de aplicação prática reflete-se a nível económico, social, regional e setorial. Estes resultados contribuem para o aumento da empregabilidade e qualidade do emprego, promovem a valorização social da formação, reforçando a orientação vocacional, reforçam o envolvimento dos empregadores na formação e aumentam a inserção de recursos qualificados no mercado de trabalho. Sendo a oferta da EPVC do curso de Comunicação e Serviço Digital, a única dos concelhos de VC e da PV, vai ao encontro das legítimas expectativas dum elevado número de jovens que procuram formação profissional na área para o mercado de trabalho e prosseguimento de estudos. A importância das competências digitais tem como foco transformar a imagem da escola como um espaço onde a comunidade empresarial pode utilizar para recrutar e contratar mão-de-obra qualificada. Uma imagem de “Escola Aberta” onde a comunidade empresarial deverá se envolver na vida da escola, levando-os a vê-la como um espaço onde podem visitar e conhecer os alunos e os projetos a que se dedicam. Os alunos são estimulados a Criar e/ou Desenvolver os seus produtos e a resolver desafios, acedendo a novos mundos digitais. Sendo a área Digital um fenómeno “recente”, consideramos de extrema importância a digitalização do tecido empresarial local, regional, nacional e internacional, estando a EPVC na vanguarda da formação dos alunos e inserção no mercado de trabalho.
Na área do Desporto, o aumento generalizado da prática de atividade física e a expansão de ginásios, academias, clubes e serviços de bem-estar têm gerado uma procura crescente por profissionais qualificados. A maior consciência da população para a importância de estilos de vida saudáveis reforça a necessidade de técnicos preparados para responder às exigências de um setor dinâmico e em transformação.
As entidades locais e regionais valorizam profissionais capazes de planear, orientar e acompanhar atividades físicas dirigidas a diferentes públicos – desde crianças e jovens até adultos, idosos e populações especiais. Para além do domínio técnico, destacam-se competências como segurança, comunicação, motivação e qualidade pedagógica, essenciais para uma intervenção eficaz, humanizada e promotora de bem-estar.
A formação integra também o desenvolvimento de competências específicas, nomeadamente a planificação e condução de sessões de treino, a avaliação da condição física, a prevenção de lesões, a organização de eventos desportivos e a utilização de tecnologias de apoio ao treino. O trabalho em equipas multidisciplinares – com áreas como nutrição, fisioterapia, psicologia ou educação – reforça uma abordagem integrada ao desenvolvimento humano.
A área do Desporto assume ainda um papel relevante na promoção de estilos de vida saudáveis, inclusão social e participação comunitária. A intervenção dos técnicos estende-se a escolas, autarquias, clubes, IPSS e associações locais, contribuindo para a coesão social e para o aumento da literacia em saúde.
A formação no setor articula-se com o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, promovendo responsabilidade, autonomia, pensamento crítico, resolução de problemas, comunicação e construção de projetos de vida sustentáveis. Através de parcerias locais, estágios e experiências em contexto real, os alunos consolidam aprendizagens práticas e significativas.
A EPVC assegura, assim, uma preparação atualizada e alinhada com as necessidades do mercado de trabalho, promovendo o desenvolvimento regional e formando técnicos capazes de intervir de forma qualificada e inovadora no território.
- ENQUADRAMENTO EUROPEU, NACIONAL E REGIONAL
Na definição da sua oferta formativa, a EPVC tem em consideração um conjunto de orientações estratégicas de âmbito europeu, nacional e regional, assegurando a relevância, atualidade e adequação dos seus cursos às exigências contemporâneas de qualificação. Neste processo, integra igualmente um estudo prospetivo e referencial, que permite antecipar tendências, identificar necessidades futuras de competências e alinhar a formação com as dinâmicas emergentes do mercado de trabalho.
Nesse sentido, destacam-se os seguintes referenciais:
- Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Objetivos Desenvolvimento Sustentável (ODS), que estabelece prioridades transversais nas áreas da educação de qualidade, igualdade de oportunidades, trabalho digno, inovação e sustentabilidade ambiental. A EPVC integra estes princípios na estruturação da sua oferta formativa, promovendo competências essenciais para a tripla transição, económica, digital e climática.
- Relatório Employment and Social Developments in Europe (2025), que identifica como áreas prioritárias de criação de emprego a tecnologia da informação e comunicação, o turismo, o atendimento ao cliente e o comércio internacional. A EPVC acompanha estas tendências, orientando a sua oferta para setores com maior potencial de empregabilidade.
- Guia do Mercado 2020 da Hays, que evidencia a crescente procura por profissionais das Tecnologias da Informação, assim como por perfis comerciais qualificados, confirmando que áreas como Marketing, Vendas, Indústria e Logística continuarão a apresentar elevada atratividade. Estas conclusões reforçam a pertinência de uma oferta formativa capaz de responder às necessidades emergentes das organizações.
- Estratégia Regional de Especialização Inteligente do Norte (RIS3 Norte) e Estratégia de Marketing Turístico do Porto e Norte de Portugal, que identificam o turismo como um dos domínios de especialização prioritários e de maior crescimento na região. Este enquadramento destaca a necessidade de recursos humanos altamente qualificados, capazes de sustentar a competitividade e excelência do setor.
Orientações decorrentes da participação ativa da EPVC na ANESPO, que têm contribuído para:
• o reforço da colaboração entre Escolas Profissionais;
• o aumento da autonomia pedagógica e científica;
• a atualização dos planos curriculares;
• a melhoria das práticas pedagógicas, através da partilha de experiências, nomeadamente no âmbito da Formação em Contexto de Trabalho e da Prova de Aptidão Profissional (PAP).
Estratégia para o Crescimento da AEP, que, valorizando as pessoas como eixo central do desenvolvimento, defende o envolvimento ativo das Associações Empresariais na dinamização do ensino técnico-profissional, com especial enfoque no ensino dual. Esta orientação reforça o papel das escolas profissionais como parceiras diretas das empresas na qualificação de jovens e adultos.
A ACIVC e as suas parcerias estratégicas no setor associativo e empresarial, bem como de colaboração ativa com a Autarquia, vão da simples partilha de informações até à colaboração da Escola em atividades diversas da Associação de Comercial no apoio ao Comércio Tradicional;
A interação entre municípios, entidades educativas/formativas, entidades patronais e a população em geral, que leva a escola a participar regularmente nas reuniões promovidas pelas Câmaras Municipais de Vila do Conde e da Póvoa de Varzim, destinadas à gestão da rede de oferta formativa nos concelhos;
A priorização de áreas de educação e formação e saídas profissionais prioritárias definidas em conjunto com o município, para o ano 2025/2026, que sendo diversificadas, englobam as áreas 481 Ciências Informáticas; 523 Eletrónica e Automação; 812 Turismo e Lazer; 761 Trabalho Social; 341 Comércio; 813 Desporto; 522 Eletricidade e Energia.
A interação com o meio envolvente através de parcerias e protocolos elaborados com empresas e organizações de diversos ramos de atividade – desde indústrias transformadoras, empresas prestadoras de serviços, de restauração e turismo, instituições de solidariedade social – que contribuem para a futura empregabilidade dos alunos;
A participação do Conselho Consultivo no processo de tomada de decisão;
O trabalho desenvolvido como entidade parceira da Rede Social de Vila do Conde, um protocolo assinado com a Câmara Municipal de Vila do Conde que ajuda a identificar os projetos e as intervenções e a enquadrá-las nas estratégias definidas pelo Plano de Desenvolvimento Social.
4. CONTEXTUALIZAÇÃO DAS ÁREAS DE INTERVENÇÃO DA EPVC
O Ensino Profissional tem sido, até à data, uma das principais atividades formativas da EPVC, envolvendo um número significativo de alunos e professores.
Os cursos profissionais são uma das ofertas formativas no ensino secundário, juridicamente regulados pelo Decreto-Lei 139/2010 de 5 de julho, vocacionados para a qualificação profissional dos alunos, privilegiando a sua inserção no mundo do trabalho e permitindo o prosseguimento de estudos.
As disciplinas dos cursos profissionais estão agrupadas em três áreas de formação e estruturadas segundo uma estrutura modular. A modularização determina métodos específicos de ensino-aprendizagem, assim como modalidades específicas de avaliação; a progressão ocorre, deste modo, de acordo com os ritmos diferenciados de aprendizagem dos alunos.
O regime de progressão adotado no Ensino Profissional termina com a Prova de Aptidão Profissional, trabalho que assume a natureza de projeto transdisciplinar, em que se evidencia uma dimensão teórica, integradora dos saberes adquiridos e uma dimensão prática, em estreita ligação com o contexto de trabalho.
Os cursos profissionais ministrados nesta Escola valorizam o desenvolvimento de competências para o exercício de uma profissão em articulação com o tecido empresarial local/regional.
No corrente ano letivo 2022/2023, a Escola possui Autorização Prévia de Funcionamento para as seguintes áreas de formação:
– 481 > Ciências Informáticas;
– 523 > Eletrónica e Automação;
– 812 > Turismo e Lazer;
– 761 > Trabalho Social;
– 341 > Comércio;
– 813 > Desporto
4.1. JUSTIFICAÇÃO DA OFERTA FORMATIVA
Todas as propostas da EPVC de candidatura a novas turmas/novos cursos enquadram-se com as prioridades definidas pela ANQEP através do SANQ, são pensadas com base nos dados da EPVC sobre a evolução da população escolar, os níveis de sucesso, as taxas de empregabilidade e a procura social dos cursos, e têm em vista o aproveitamento pleno das instalações e equipamentos da EPVC bem como dos seus recursos humanos.
As propostas da EPVC são analisadas e avaliadas pela rede formativa concelhia, liderada pela CMVC, e têm merecido a sua concordância por serem relevantes para a qualificação dos recursos humanos do concelho.
Os empresários e representantes de instituições que constituem o Conselho Consultivo da EPVC emitem anualmente um parecer favorável à proposta apresentada pela Direção da EPVC
Para responder às necessidades do tecido empresarial regional e local, a ACIVC realizou um criterioso levantamento de necessidades, adaptado às caraterísticas do contexto a estudar, de forma presencial, possibilitando a recolha de opiniões por parte dos empresários sobre os vários aspetos da formação e qualificação de jovens e adultos.
Ao nível do ensino secundário, a EPVC é responsável por cerca de um terço da oferta de cursos profissionais de dupla certificação do concelho, e é a única que se dedica desde 1990 em exclusivo a este propósito apresentando anualmente indicadores estatísticos sobre a procura dos cursos a conclusão, prosseguimento de estudos e empregabilidade dos seus formandos.
A oferta da EPVC assume um papel muito importante apresentando-se como uma oportunidade de os jovens adquirirem competências profissionais que se ajustam aos seus interesses e às necessidades do mercado de trabalho local, mas também como uma importante estratégia de qualificação e promoção do acesso e sucesso educativo.
Nas áreas da eletrónica e da informática, as empresas acolhedoras destacam a qualidade técnica dos formandos e a sua capacidade de trabalho integrado em equipa como a sua grande mais-valia. A procura continuada destes técnicos, nomeadamente para manutenção e reparação de equipamentos, é confirmada pelas taxas de empregabilidade. Sendo o tecido empresarial local constituído fundamentalmente por pequenas empresas, onde uma boa parte do trabalho é assegurado pelos próprios empresários que não limitam a sua atividade à gestão da empresa, são importantes a competência técnica e a polivalência que os formandos evidenciam.
Na área do Turismo, é reconhecido que só através duma oferta qualificada ao visitante, realizada por técnicos qualificados, é que podemos aproveitar e potenciar os recursos naturais que indiscutivelmente possuímos e assim promover o emprego na região. Vila do Conde encontra-se na região do Grande Porto, beneficia da proximidade do Aeroporto Internacional Francisco Sá Carneiro, onde se chega comodamente utilizando o metro ou a A28, e é ainda onde se inicia uma importante via de ligação ao interior, a A7. O novo Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões faz do Porto de Leixões uma importante porta de entrada na região que vem recebendo os maiores e mais prestigiados navios da frota mundial de Cruzeiros, contribuindo para a dinamização do Turismo no destino Porto e Norte.
Na área social e de comércio são os seus legítimos representantes no Conselho Consultivo que lamentam a escassez de técnicos intermédios com formação adequada e com as indispensáveis noções de saber estar. Os técnicos no final do curso demonstram serem possuidores de uma enorme polivalência, mantendo um razoável nível de empregabilidade face à crise que atravessamos, e um potencial de prosseguimento de estudos acima da média. Não menos importante, pretende-se não defraudar as legítimas expectativas do elevado número de jovens dos concelhos de Vila do Conde e Póvoa de Varzim que os continuam a procurar.
4.2. ENQUADRAMENTO EUROPEU, NACIONAL E REGIONAL
Na definição da oferta formativa, a EPVC considerou as seguintes orientações:
– Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável da ONU;
– O relatório Employment and Social Developments in Europe (2015) que estabelece ser necessário criar emprego nas áreas das novas tecnologias informáticas e de comunicação, turismo, atendimento ao cliente e comércio internacional de bens e serviços;
– O Guia do Mercado 2020, da Hays, que mostra que algumas das funções mais procuradas pelas organizações serão os Comerciais e os profissionais de Tecnologias da Informação e que os setores de Marketing e Vendas, da Indústria e Logística, manterão a sua atratividade;
– A Estratégia Regional de Especialização Inteligente do Norte e a Estratégia de Marketing Turístico do Porto e Norte de Portugal que identificam como domínios de especialização prioritários os serviços de turismo, considerando que se trata de um setor com maior crescimento na região e como tal exige uma qualificação da oferta de recursos humanos;
– As orientações decorrentes da participação ativa na vida associativa da ANESPO com impacto direto na: promoção da colaboração entre as Escolas Profissionais; reforço da autonomia pedagógica e científica das Escolas, associado à atualização dos Planos Curriculares dos cursos; melhoria das práticas pedagógicas, através de permuta de experiências, a nível de Formação em Contexto de Trabalho e da Prova de Aptidão Profissional (PAP);
– Com o desígnio de valorizar as pessoas, uma das medidas propostas pela AEP na sua Estratégia para o Crescimento é o forte envolvimento das Associações Empresariais, que conhecem as necessidades das empresas, na dinamização do ensino técnico-profissional – apostando em particular no ensino dual;
– A ACIVC e as suas parcerias estratégicas no setor associativo e empresarial, bem como de colaboração ativa com a Autarquia. Esta ligação vai da simples partilha de informações até à colaboração da Escola em atividades diversas da ACIVC de apoio ao Comércio Tradicional;
– A interação entre municípios, entidades educativas/formativas, entidades patronais e a população em geral, que leva a escola a participar regularmente nas reuniões promovidas pelas Câmaras Municipais de Vila do Conde e da Póvoa de Varzim, destinadas à gestão da rede de oferta formativa nos concelhos;
– A priorização de áreas de educação e formação e saídas profissionais prioritárias definidas em conjunto com o município, para o ano 2022/23, que sendo diversificadas, englobam as áreas – 481 > Ciências Informáticas; – 523 > Eletrónica e Automação; – 812 > Turismo e Lazer; 761 > Trabalho Social; – 341 Comércio; – 522 > Eletricidade e Energia; – 813 > Desporto.
– A interação com o meio envolvente através de parcerias e protocolos elaborados com empresas e organizações de diversos ramos de atividade – desde indústrias transformadoras, empresas prestadoras de serviços, de restauração e turismo, instituições de solidariedade social – que contribuem para a futura empregabilidade dos alunos;
– A participação do Conselho Consultivo no processo de decisão;
– O trabalho desenvolvido como entidade parceira da Rede Social de Vila do Conde, um protocolo assinado com a Câmara Municipal de Vila do Conde que ajuda a identificar os projetos e as intervenções e a enquadrá-las nas estratégias definidas pelo Plano de Desenvolvimento Social.
4. ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DA EPVC
ORGANOGRAMA

CORPO DOCENTE
A equipa formativa constitui, indiscutivelmente, um dos pilares essenciais para a concretização dos objetivos educativos da EPVC. O seu papel ultrapassa a mera transmissão de conhecimentos, assumindo-se como agente ativo na construção integral do aluno, promovendo não só o saber-fazer, mas também o saber-ser, indispensável à formação de profissionais competentes, autónomos e socialmente responsáveis. Dois terços dos professores/formadores trabalham com contrato de trabalho por tempo indeterminado ao serviço da EPVC, num esforço significativo de estabilização do corpo docente e de aumento da prestação de apoio aos alunos.
Todos os professores/formadores das componentes sociocultural e técnica possuem a habilitação profissional exigida para o ensino secundário e na componente técnica privilegia-se a formação de grau superior na área técnica do curso a lecionar. Vários professores/formadores da componente técnica e científica executam outra atividade profissional em simultâneo com a atividade formativa.
Cada professor/formador tem como responsabilidade o domínio técnico atualizado relativo à área em que é especializado, o domínio dos métodos e das técnicas pedagógicas adequadas ao tipo e ao nível de formação que desenvolve, bem como mobilizar competências na área da comunicação que proporcionem um ambiente facilitador do processo ensino-aprendizagem.
Ao nível da sua atualização profissional, é preocupação da EPVC promover ações de formação que contribuam para reforçar a coesão e a qualidade do corpo docente dotando-o das melhores práticas e conhecimentos pedagógicos.
A avaliação da equipa formativa é feita de forma sistemática, ao longo do ano letivo. A avaliação do desempenho docente tem como base os seguintes elementos: a avaliação depreendida dos inquéritos aos alunos; a autoavaliação recolhida do Relatório Crítico de Desempenho Docente; e a avaliação final dada pela Direção Pedagógica, alinhado com o modelo de avaliação de desempenho em vigor. Em suma, o papel do professor/formador na EPVC é central e estruturante. A sua competência técnica, o compromisso ético, a dedicação pedagógica e a capacidade de inspirar os alunos constituem a base sobre a qual assenta a qualidade da formação oferecida e o contributo que a escola dá ao desenvolvimento social, económico e humano da região.
Dada a especificidade do modelo pedagógico do Ensino Profissional, a EPVC privilegia a continuidade dos professores e formadores que, de forma consistente, contribuem positivamente para a concretização do Projeto Educativo da escola. Esta estabilidade constitui um fator essencial para garantir coerência pedagógica, acompanhamento próximo dos alunos e aprofundamento das dinâmicas colaborativas no seio das equipas formativas. Assim, o recrutamento externo é realizado apenas quando ocorre a criação ou alteração de cursos, ou sempre que surge a necessidade pontual de substituição de um professor/formador.
Nestes processos, a escola assegura o cumprimento rigoroso de um conjunto de critérios que visam garantir a qualidade, a adequação e a credibilidade pedagógica da equipa docente, nomeadamente:
- Cumprimento dos Art.º 30.º e 31.º do Decreto-Lei n.º 92/2014, garantindo que todos os requisitos legais e normativos são observados no processo de seleção;
- Adequação plena do perfil dos candidatos às exigências previamente definidas para cada disciplina ou componente de formação, assegurando coerência entre competências técnicas, experiência profissional e necessidades formativas dos alunos;
- Disponibilidade compatível com as necessidades do Projeto Educativo da Escola, incluindo capacidade de acompanhamento, envolvimento em atividades complementares e participação em dinâmicas de articulação pedagógica;
- Facilidade de adaptação à mudança, espírito inovador e empreendedor, valorizando profissionais capazes de integrar práticas pedagógicas ativas, incorporar tecnologias educativas e responder aos desafios de contextos formativos em constante transformação.
Para além destes pontos, a escola valoriza ainda experiência no setor profissional associado ao curso, competências relacionais e comunicacionais, e compromisso com a formação ao longo da vida, aspetos fundamentais para garantir uma prática docente alinhada com a realidade do mundo do trabalho e com os princípios estruturantes do Ensino Profissional.
- CORPO DISCENTE
Consciente da escassez de quadros intermédios qualificados na região e no país – escassez essa decorrente de lacunas estruturais do sistema educativo português e da evolução das exigências do mercado de trabalho – a EPVC tem vindo, desde 1990, a oferecer de forma exclusiva cursos de dupla certificação, escolar e profissional. Estes cursos visam dar resposta efetiva e contínua às necessidades do tecido empresarial, contribuindo para o desenvolvimento socioeconómico local e para a qualificação dos jovens da região.
O perfil dos alunos que procuram a EPVC é diversificado e representa uma mais-valia para a dinâmica formativa da Escola. Entre eles incluem-se jovens que elegem o ensino profissional como primeira opção de percurso, após concluírem o 9.º ano com sucesso, bem como alunos que experienciaram dificuldades no ensino regular, muitas vezes resultantes de modelos de avaliação altamente seletivos que não contemplam diferentes ritmos e estilos de aprendizagem. Todas as candidaturas são analisadas através de um processo de orientação individual, que procura identificar o potencial, os interesses e as competências de cada jovem, avaliando a sua adequação à área de formação pretendida, independentemente do percurso escolar anterior ou da existência de necessidades educativas específicas.
Assegurando sempre a igualdade de acesso e rejeitando qualquer forma de discriminação, a EPVC tira partido das potencialidades do sistema modular e dos mecanismos de recuperação para implementar políticas de discriminação positiva. Esta abordagem permite apoiar os alunos que mais precisam, garantindo, simultaneamente, elevados níveis de sucesso escolar sem comprometer a qualidade da formação, o rigor pedagógico ou a consecução dos objetivos educativos estabelecidos.
Reconhecendo que a Formação em Contexto de Trabalho (FCT) constitui a forma mais eficaz de aproximação ao mercado laboral, a EPVC assegura uma rede diversificada de entidades de acolhimento com elevado potencial de empregabilidade nas respetivas áreas de formação. Mais do que um requisito curricular, a FCT é encarada como um momento estruturante do percurso formativo, onde os alunos consolidam competências, experimentam ambientes reais de trabalho e desenvolvem autonomia e responsabilidade profissional.
Paralelamente, a Escola assume um papel ativo na mediação entre empresas e jovens diplomados, selecionando candidatos adequados às necessidades das organizações e prestando apoio na preparação de entrevistas, elaboração de currículos e desenvolvimento de competências de empregabilidade. Este acompanhamento personalizado facilita a transição dos alunos para a vida profissional e/ou prosseguimento de estudos e contribui para reforçar a credibilidade e a confiança das empresas no trabalho da EPVC.
- CORPO NÃO DOCENTE
O corpo não docente da EPVC constitui um pilar estratégico e absolutamente essencial para o bom funcionamento da Escola e para a qualidade da formação oferecida aos alunos. A sua ação, muitas vezes discreta, mas sempre determinante, assegura a organização, a segurança e a operacionalidade diária da instituição, contribuindo de forma direta para a criação de um ambiente educativo estável, acolhedor e propício ao sucesso formativo.
Este corpo profissional é composto por diferentes áreas de atividade que garantem o suporte técnico, administrativo e logístico necessários ao cumprimento do Projeto Educativo. Integra quadros técnicos especializados que asseguram a manutenção e atualização dos laboratórios, oficinas, equipamentos e recursos tecnológicos, garantindo que os alunos dispõem de condições ideais – atuais e seguras – para desenvolver as suas competências práticas e experimentar tecnologias alinhadas com as exigências do mercado de trabalho.
Os serviços administrativos desempenham um papel igualmente central ao assegurar uma gestão eficaz, organizada e transparente. São responsáveis pela tramitação de processos escolares, comunicação com entidades externas, gestão financeira e apoio às famílias, contribuindo para o funcionamento harmonioso da Escola e para uma relação institucional de confiança com a comunidade educativa.
O pessoal auxiliar, por sua vez, garante o bom estado das instalações e dos espaços escolares, mantendo padrões elevados de higiene, segurança e conforto. O seu trabalho diário contribui de forma decisiva para o bem-estar dos alunos, professores/formadores e restantes colaboradores, reforçando um clima escolar positivo e seguro.
A quantidade, qualificação e distribuição destes profissionais são constantemente ajustadas às necessidades reais da EPVC, num compromisso permanente com a melhoria contínua. Para além do apoio ao funcionamento diário, estes colaboradores desempenham um papel ativo na criação de um ambiente de aprendizagem estimulante, suportando a inovação pedagógica e integrando-se plenamente na missão educativa da Escola. A sua dedicação e profissionalismo fazem do corpo não docente um elemento estruturante da identidade e do sucesso da EPVC.
- PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO
Na EPVC, o envolvimento dos pais e encarregados de educação é reconhecido como um pilar essencial para o sucesso escolar, pessoal e profissional dos alunos. A escola valoriza uma participação ativa, contínua e informada das famílias, procurando ir além dos encontros formais e criando oportunidades diversificadas de aproximação e diálogo.
Para além da sua representação em Órgãos Consultivos, como o Conselho Pedagógico e o Conselho Consultivo, a EPVC incentiva a presença dos pais em iniciativas educativas, culturais e comunitárias que contribuem para o desenvolvimento integral dos jovens. Esta abertura pretende reforçar a corresponsabilidade educativa e promover uma visão partilhada do seu percurso escolar.
Os diretores de turma e professores/formadores asseguram uma comunicação regular e transparente, através de reuniões presenciais, contactos individuais e momentos informais de partilha. Este acompanhamento contínuo permite recolher opiniões, avaliar o grau de satisfação das famílias e identificar necessidades, fortalecendo assim a cooperação entre escola, família e comunidade.
A EPVC acredita que quando as famílias se sentem envolvidas e valorizadas, a escola torna-se um espaço mais coeso, dinâmico e acolhedor. Por isso, trabalha diariamente para conseguir com que pais e encarregados de educação se transformem em verdadeiros parceiros educativos, contribuindo para que cada aluno tenha acesso ao apoio, à motivação e às orientações necessárias para crescer de forma equilibrada e alcançar o seu pleno potencial.
- EDUCAÇÃO INCLUSIVA E ESTRATÉGIAS PARA A EMPREGABILIDADE E PROSSEGUIMENTO DE ESTUDOS
O grande desafio da EPVC é garantir o sucesso educativo dos formandos, com uma resposta educativa inclusiva, que vá ao encontro das necessidades educativas específicas, melhorando a taxa de assiduidade, de execução dos módulos, reduzindo a taxa de abandono escolar e sensibilizar para a Educação Inclusiva, assegurando que a escola adote uma estratégia de visão, missão e valores orientados para a Inclusão, reduzindo as saídas precoces, sem limitar o acesso aos que evidenciaram dificuldades de aprendizagem ao longo do seu percurso escolar. Através do Software de Gestão Pedagógica, os formandos com problemas de assiduidade, pontualidade e módulos em atraso são monitorizados pelos formadores para identificar as necessidades de apoio e estratégias individuais de recuperação. Os DT’s, com o apoio da EMAEI recolhem nos processos individuais, as informações mais importantes de cada formando, dando especial atenção aos formandos da Educação Inclusiva e aos acompanhados pela CPCJ. Os formadores realizam uma Avaliação Diagnóstica e enviam o resultado ao DT. Tendo em conta os resultados desta avaliação e das necessidades educativas da turma, os formadores planificam a formação de acordo com os referenciais em vigor. A psicóloga e a Equipa EMAEI dão início ao processo de acompanhamento dos jovens sinalizados. Nas reuniões intercalares, depois da recolha de informação da avaliação diagnóstica, levantamento das informações relevantes dos processos e recolha de informação junto dos formandos e respetivos EE, são Definidas/Aferidas as estratégias para o sucesso educativo dos formandos. O planeamento de atividades em conjunto, com destaque para o Projeto de Turma que permite desenvolver um Projeto de criação e apresentação, cujo produto final, a ser apresentado à comunidade educativa, nos Dias Abertos e Mostras Formativas, representa um enriquecimento tecnológico de cada grupo/turma. No(s) módulo(s) em que o Trabalho de Projeto for(em) integrado(s), a avaliação do trabalho desenvolvido pelo formando em cada disciplina, de acordo com os objetivos que forem definidos, terá um peso percentual que não poderá ser inferior a 30% dos critérios de avaliação desse módulo. Os SPO asseguram o acompanhamento dos formandos, intervém na orientação escolar e profissional, nas relações interpessoais na comunidade escolar e na sua envolvência social, contribuindo assim para a igualdade de oportunidades, promoção do sucesso educativo e aproximação entre a família, escola e mercado de trabalho. São postas em prática ações de sensibilização com o objetivo de promover a igualdade de oportunidades e de género, a desconstrução do preconceito e o diálogo intercultural. A Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, sendo um marco histórico na proteção dos direitos dos cidadãos na Europa, é uma evidência que permite aplicar a igualdade de oportunidades. Para o efeito, a EPVC reforça a proteção dos direitos fundamentais, à luz da evolução da sociedade, do progresso social e da evolução científica e tenológica. A EPVC em parceria com o Município de Vila do Conde, no âmbito do Programa Plena_Mente, desenvolveu um teclado em Braille, com o objetivo de ajudar pessoas com deficiência visual como forma de integração social. Consciente da heterogeneidade do público que procura a Escola, a Direção Pedagógica procura a integração de todos os alunos promovendo estratégias e recursos educativos especializados, no sentido de proporcionar a todos uma educação de qualidade e equidade.
As taxas de empregabilidade, de 96%, prosseguimento de estudos, cerca de 40% e a taxa de conclusão em tempo próprio com 87%, são o resultado do cumprimento dos planos de estudo e dos programas das diferentes componentes, com a aposta no desenvolvimento das competências técnicas conjugando uma sólida formação teórica com uma intensa prática laboratorial simulada. Os SOEP e os coordenadores dos estagiários são a base da estrutura de acompanhamento de proximidade da FCT que reporta à Direção Pedagógica da EPVC. O acompanhamento dos estagiários e o contacto com os empresários compete aos SOEP apoiados pelos coordenadores e permite saber a opinião dos empresários e dos jovens diplomados, aferir a qualidade do processo de ensino/aprendizagem, e verificar se os referenciais de formação são adequados para o mercado de trabalho. Quanto ao encaminhamento para o mercado de trabalho é prestado apoio quer nas tarefas mais simples como a elaboração do CV ou de uma carta de apresentação quer na preparação de entrevistas de emprego. O encaminhamento para entidades oficiais e empregadoras para colocação e/ou realização de estágios profissionais e criação do próprio emprego é uma vertente que está a ser trabalhada com os nossos parceiros, de forma regular. Para a Formação em Contexto de Trabalho ensaiam-se estratégias diferenciadas de acordo com a área de formação e o tipo de empresas e instituições da região. A EPVC, no âmbito do seu projeto educativo, celebrou com as instituições e empresas mais representativas do tecido social e empresarial da região, protocolos de colaboração, que as transformam em espaços de acolhimento para FCT e realização de estágios. Este envolvimento direto da comunidade empresarial na vida da escola durante o período de estágio tem também contribuído para uma crescente aproximação das empresas aos SOEP, levando a que a usem como local privilegiado de recrutamento de mão-de-obra qualificada. Ao longo do ano são promovidas pelos SOEP da EPVC ações de sensibilização e divulgação da oferta do ensino superior e pós-secundária de dupla certificação particularmente as interligadas com as áreas de formação frequentadas e realizadas sessões presenciais de esclarecimento sobre a oferta do IPP, do IPVC e do IPCA, entre outras. Como resultado desta intervenção concertada foi possível ultrapassar a meta estabelecida de um mínimo de 35% dos formandos diplomados em prosseguimento de estudos, cifrando-se a taxa este ano em cerca de 40%. A realização de projetos alargados à comunidade, como uma melhoria do processo de garantia da qualidade foi, sem dúvida uma mais valia, potenciando e favorecendo o estabelecimento de elos entre as diferentes áreas do conhecimento numa situação contextualizada da aprendizagem. O desenvolvimento de projetos também é uma forma de motivar os formandos permitindo um ambiente de aprendizagem marcado pela análise, criatividade, resolução de problemas e elaboração de estratégias, desenvolvendo nos formandos valores, tais como; autoconfiança, espírito de equipa, prática social, autonomia, responsabilidade. Outras ações tais como, procurar que os Diretores de Turma sejam formadores presentes e proactivos na identificação dos sinais de abandono e na intervenção junto desses alunos de risco e respetivos encarregados de educação, assim como estender a política de proximidade e de apoio aos formandos através da componente não letiva dos formadores são contributos importantes para atingir resultados positivos.
- ESTRATÉGIA DE EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA
A Estratégia para a Cidadania e Desenvolvimento é um guia para orientar e organizar o trabalho da escola, alinhado com a Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania (ENEC). O objetivo é promover aprendizagens significativas, incentivando a participação ativa dos alunos, o desenvolvimento do pensamento crítico e criativo, e o fortalecimento de competências pessoais e sociais.
Este documento integra-se neste Projeto Educativo da Escola Profissional de Vila do Conde, ajudando a formar cidadãos conscientes, responsáveis, democráticos e preparados para a vida escolar, profissional e social. A EPVC visa tornar os alunos autónomos, com consciência cívica, e integrados no contexto escolar da escola, que é democrática, inclusiva e transformadora.
A implementação da componente de Cidadania e Desenvolvimento segue a legislação vigente:
- Decreto-Lei nº 55/2018 – define o currículo básico e secundário e as competências a desenvolver nos alunos;
- Portarias nº 223-A/2018, 226-A/2018 e 235-A/2018 – regulamentam as ofertas educativas, cursos científicos e cursos profissionais, incluindo regras de avaliação e certificação.
O documento conecta-se com as aprendizagens essenciais das disciplinas e com o Decreto-Lei 54/2018, promovendo as competências previstas no Perfil do Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória. Destaca-se a importância da participação em projetos de cidadania e do envolvimento dos alunos em atividades escolares e comunitárias.
Objetivos da estratégia aprovada pela EPVC:
- Definir domínios, temas e aprendizagens por ano de escolaridade;
- Organizar o trabalho e os projetos dos alunos;
- Estabelecer parcerias com a comunidade;
- Avaliar as aprendizagens dos alunos;
- Avaliar a própria estratégia de educação para a cidadania.
- Princípios para o desenvolvimento da Cidadania na EPVC:
- Integrar a cidadania na cultura e nas práticas diárias da escola;
- Garantir continuidade e consistência nas atividades;
- Promover inclusão e respeitar a diversidade;
- Valorizar a realidade local e experiências práticas;
- Envolver os alunos em metodologias ativas;
- Promover bem-estar e saúde individual e coletiva;
- Monitorizar e avaliar a participação dos alunos, garantindo qualidade.
Todo o historial da EPVC está intimamente ligado à experiência da ACIVC e às suas parcerias estratégicas no setor associativo e empresarial, bem como de colaboração ativa com a Autarquia. Esta ligação vai da simples partilha de informações até à colaboração da Escola em atividades diversas da ACIVC de apoio ao Comércio Tradicional.
Verificado algum défice nos mecanismos de orientação vocacional no Concelho de Vila do Conde, demasiado dependentes dos SPO de cada uma das escolas e da opinião pessoal de cada uma das suas psicólogas, a EPVC procura ser uma parceira ativa na informação dos jovens, intervindo no apoio aos jovens de todas as escolas do concelho na escolha dos percursos formativos profissionalizantes, em todas as iniciativas das escolas e na informação da população através das suas juntas de freguesia.
Já no Concelho vizinho da Póvoa de Varzim, a EPVC é entidade parceira da Câmara Municipal envolvendo-se anualmente e de forma direta em todas as iniciativas do seu Fórum de Formação e Opções Profissionais.
Destaca-se ainda o trabalho dos SOEP junto da Autarquia como entidade facilitadora no encaminhamento para a rede social de jovens e adultos com dificuldades e/ou com necessidades educativas. Numa política de proximidade e aproveitamento de recursos locais os SOEP trabalham com os GIPs pelo seu potencial no apoio à resolução de problemas de colocação no mercado de emprego.
A EPVC foi a representante do ensino particular e cooperativo no Conselho Municipal de Educação e faz parte do Conselho Local de Ação Social de Vila do Conde. A intervenção da EPVC nestes órgãos centra-se num trabalho de parceria alargada, efetiva e dinâmica e visa o planeamento estratégico da intervenção escolar e social local. O protocolo assinado com a Câmara Municipal de Vila do Conde, enquanto parceiro da Rede Social de Vila do Conde, ajuda a identificar os projetos e as intervenções e a enquadrá-las nas estratégias definidas pelo Plano de Desenvolvimento Social.
O estabelecimento de relações laborais e sociais é inerente à sua existência e ao seu funcionamento. Isto é verdadeiro para qualquer organização, seja qual for o ramo de atividade, e torna-se um lema e uma boa conduta para as organizações educativas, dada a sua vocação comunitária e a estreita relação que estabelecem com as comunidades que servem. A Escola, em si mesma, é geradora de conhecimento e intervém na comunidade, mas para cumprir a sua missão precisa de estabelecer laços e relações de colaboração/parceria com as instituições que a complementam.
A EPVC, autonomamente e através da sua entidade proprietária, desenvolve o seu projeto de formação em parceria com as seguintes instituições locais, regionais e nacionais:
– ACIVC (Associação Comercial e Industrial de Vila do Conde);
– CMVC (Câmara Municipal de Vila do Conde)
– CMPV (Câmara Municipal da Póvoa de Varzim);
– JUNTAS DE FREGUESIA do Concelho de Vila do Conde e Concelhos Limítrofes;
– ESHT (Escola Superior de Hotelaria e Turismo);
– ESMAD (Escola Superior de Media Artes e Design);
– AEP (Associação Empresarial de Portugal);
– ANESPO (Associação Nacional de Escolas Profissionais);
– AHRESP – Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal;
– Instituto Politécnico do Porto;
– ESTEC (Engenharia e Gestão de Soluções Técnicas, Lda.
– Empresas dos setores de Informática, Eletrónica, Energias Renováveis e Manutenção Industrial, que acolhem alunos em FCT e colaboram na atualização tecnológica;
– Empresas do setor de Desporto, Ginásios e Clubes Desportivos, para estágios e projetos de formação;
– Cruz Vermelha Portuguesa – Delegações Regionais;
– MOBILITY FRIENDS
– Erasmus+;
-Empresas e Instituições Europeias de Acolhimento de alunos em Mobilidade;
– PROTOCOLO DE PARCERIA EQAVET (EPVC, ECP, IPTA, EPROMAT);
– REDE SOCIAL LOCAL;
-IPDJ – Instituto Português do Desporto e Juventude;
-Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde e Instituições Sociais Locais;
-IPSS, Lares, Centros de Dia e Instituições Sociais dos Municípios Parceiros;
– ROTARY CLUBE DE VILA DO CONDE.
5. DEFINIÇÃO E CARATERIZAÇÃO DOS STAKEHOLDERS DA EPVC
| Denominação | Tipologia | Envolvimento | Responsabilidades | Momento de envolvimento | Evidências do envolvimento |
| Associação Comercial e Industrial de Vila do Conde (entidade proprietária) | Interno | Total | Definir a estratégia e as políticas educativas da Escola; Acompanhar a gestão pedagógica, económica e financeira da Escola; Designar os membros do órgão de Direção. | Todas as fases | Objetivos estratégicos |
| Órgão de Direção | Interno | Total | Decidir a implementação do SGQ; Dirigir e definir as estratégias e responsabilidade dos vários intervenientes no processo de implementação do SGQ EQAVET; Responder perante a entidade proprietária; Representar a Escola; Responder perante a tutela; Criar e assegurar as condições necessárias ao funcionamento da Escola; Assegurar os recursos necessários para a prossecução dos objetivos estabelecidos no PE da Escola. Contratar o pessoal que presta serviço na Escola. Aprovar e fazer cumprir o RI e demais regulamentos da Escola. | Todas as fases | Estatutos Protocolos Disponibilidade de recursos materiais e humanos Atas de reunião Regulamentos |
| Direção Administrativa e Financeira | Interno | Total | Responder perante a Direção; Executar a gestão administrativa e financeira da Escola; Representar a escola em todos os assuntos de natureza administrativa, financeira e contabilística; Implementar um sistema de boa gestão financeira; Gerir os recursos físicos existentes na Escola. | Todas as fases | Planos financeiros previsionais Relatório das atividades e contas |
| Direção Técnico-Pedagógica | Interno | Total | Dirigir e definir as estratégias e responsabilidades dos vários intervenientes no processo de implementação do SGQ EQAVET; Controlar a execução das diversas etapas; Avaliar os resultados obtidos e rever as estratégias adotadas. Dirigir os processos de recolha de dados. Responder perante a Direção; Executar a gestão pedagógica da Escola; Definir as grandes linhas orientadoras a que devem obedecer as atividades técnico-pedagógicas da EPVC; Conceber sob orientação do órgão de Direção, o RI, o PE e o PAA, adotando os métodos necessários à sua realização; Assegurar, controlar e validar os resultados da avaliação dos formandos; Zelar pelo cumprimento dos direitos e deveres dos docentes/formadores e formandos da escola; Providenciar a avaliação da qualidade de ensino e de aprendizagem ministrados na escola; Avaliar a prestação dos docentes/formadores; Organizar os cursos; Promover o cumprimento dos programas; Garantir a qualidade de ensino. | Todas as fases | Projeto Educativo Plano Anual de Atividades Regulamentos Planificações Indicadores de sucesso e assiduidade Pautas Atas Avaliação dos docentes/formadores |
| Conselho Pedagógico | Interno | Total | Responder perante a Direção Técnico-Pedagógica; Determinar as medidas pedagógicas necessárias para o bom funcionamento dos cursos; Propor a aquisição de equipamento didático, científico ou bibliográfico; Fazer propostas relativas aos diferentes regulamentos; Pronunciar-se sobre as condições técnico-pedagógicas da escola; Pronunciar-se sobre o aproveitamento escolar dos formandos; Apreciar a qualidade de ensino e apresentar estudos e propostas tendentes ao seu melhoramento. | Todas as fases | Projeto Educativo Plano Anual de Atividades Regulamentos Indicadores de sucesso |
| Conselho Consultivo | Interno | Parcial | Representar a comunidade educativa; Dar parecer sobre o PE da Escola; Dar parecer sobre a oferta formativa. | Planeamento Avaliação | Atas |
| Serviços de Orientação Escolar e Profissional | Interno | Total | Responder perante a Direção Técnico-Pedagógica; Executar a orientação escolar e profissional dos formandos; Acompanhar a formação em contexto de trabalho dos formandos; Apoiar na integração e acompanhamento profissional dos diplomados; Sensibilizar os formandos para o prosseguimento de estudos; Propor a realização de protocolos entre a Escola e as empresas/instituições da região. | Todas as fases | Protocolos Indicadores de conclusão e empregabilidade Registos de avaliação da FCT Inquéritos de Avaliação da Satisfação dos empregadores |
| Grupo Dinamizador da Qualidade | Interno | Total | Responder perante a Direção; Assegurar que os processos do SGQ são estabelecidos, implementados e mantidos; Assegurar que os colaboradores se encontrem conscientes das funções a desempenhar no âmbito do; Assegurar a implementação de métodos para medir e monitorizar os processos que sejam necessários para satisfazer os requisitos do cliente; Elaborar o plano de avaliação da satisfação dos stakeholders; Identificar os recursos humanos, as infraestruturas e o ambiente de trabalho considerados necessários para garantir a eficácia do processo e concretização de objetivos; Avaliar os processos e os resultados do desempenho e o grau de satisfação dos formandos. | Todas as fases | Processos do SGQ Inquéritos de Avaliação da Satisfação |
| Direção de Cursos | Interno | Total | Responder perante a Direção Técnico-Pedagógica; Coordenar os Conselhos de Turma; Colaborar na conceção e atualização dos regulamentos da Escola; Coordenar o desenvolvimento das PAPs. | Todas as fases | Atas Regulamentos |
| Conselho de Turma | Interno | Total | Responder perante a Direção Técnico-Pedagógica; Acompanhar e avaliar o processo de ensino-aprendizagem da turma Avaliar as atividades da turma; Analisar e promover a resolução de questões de natureza disciplinar; | Todas as fases | Atas Pautas Fichas de registo de avaliação individual |
| Diretor de Turma | Interno | Total | Responder perante a Direção Técnico-Pedagógica; Presidir aos Conselhos de Turma; Acompanhar o processo avaliativo dos formandos; Assegurar a articulação entre os docentes da turma, os formandos e os pais e encarregados de educação; Manter o registo de faltas, avaliação e comportamento dos formandos; Recolher sugestões de formadores e formandos para o PAA. | Todas as fases | Atas Pautas Fichas de registo de avaliação individual Registo de Faltas Registo de contactos com os EE Plano Anual de Atividades |
| Formadores | Interno | Total | Responder perante a Direção Técnico-Pedagógica; Conduzir/mediar o processo de ensino/aprendizagem; Conhecer o programa da disciplina e desenvolver e/ou adaptar os conteúdos curriculares previstos nos programas; Planificar a formação e definir planos de sessão; Planear, selecionar e/ou desenvolver recursos técnico-pedagógicos; Utilizar no processo educativo os métodos mais adequados, tendo em vista a concretização de um ensino em estrutura modular; Definir e dar a conhecer os critérios de avaliação modular; Frequentar ações de formação contínua para o desenvolvimento das suas competências profissionais. | Todas as fases | Planificações Critérios de avaliação Manuais Indicadores Inquéritos de Avaliação da Satisfação Plano anual de atividades |
| Formandos | Interno | Total | Seguir as orientações dos docentes relativas ao seu processo de ensino/aprendizagem; Participar nas sessões teóricas e práticas, na formação em contexto de trabalho e nas atividades extraescolares; Submeter-se às provas de avaliação; Tratar com respeito e correção qualquer elemento da Comunidade Escolar; Apresentar críticas e sugestões relativas ao funcionamento da Escola. Responder aos diversos inquéritos aplicados | Implementação Avaliação | Pautas Registos de faltas Inquéritos de Avaliação da Satisfação Participações disciplinares |
| Colaboradores | Interno | Total | Responder perante a Direção da Escola; Exercer com brio profissional as tarefas, funções e competências que, no seu Serviço, lhes estão confiadas; Manter boas práticas de civismo e correção no trato com todos os elementos da Comunidade Escolar. | Implementação Avaliação | Inquéritos de Avaliação da Satisfação |
| Encarregados de educação | Externo | Parcial | Informar-se e informar a Comunidade Escolar sobre as matérias relevantes no processo educativo dos seus educandos; Colaborar com os formadores no âmbito do processo de ensino/aprendizagem dos seus educandos; Participar nas reuniões convocadas pela Escola; Responsabilizar-se pelo cumprimento do dever de assiduidade e pontualidade dos seus educandos; Tratar com respeito e correção qualquer membro da Comunidade Escolar; Conhecer os regulamentos da Escola. | Implementação Avaliação | Registo de presenças Inquéritos de Avaliação da Satisfação |
| Empresas/ Instituições | Externo | Parcial | Cumprir o estabelecido no protocolo celebrado; Acolher os estagiários; Nomear um responsável interno a quem compete supervisionar o trabalho desenvolvido pelo estagiário; Realizar a avaliação final do estágio e do estagiário; Colaborar na identificação e análise de necessidades locais de técnicos; Participar no Conselho Consultivo. | Planeamento Implementação Avaliação | Protocolos Avaliação da FCT Inquéritos de Avaliação da Satisfação Participação no Conselho Consultivo |
| Parcerias institucionais | Externo | Parcial | Colaborar na identificação e análise de necessidades locais de técnicos; Participar no Conselho Consultivo; Solicitar a colaboração dos formandos em atividades; Disponibilizar recursos para a realização de atividades. Pronunciar-se sobre as necessidades de formação atendendo ao tecido económico e social e a rede escolar do Concelho. | Planeamento Implementação Avaliação | Protocolos Participação no Conselho Consultivo PAA |
6. DIAGNÓSTICO ESTRATÉGICO
A análise SWOT constitui uma ferramenta estratégica fundamental para a avaliação organizacional, permitindo identificar os fatores internos e externos que influenciam o desempenho de uma instituição. No contexto da EPVC, esta análise revela-se particularmente relevante, uma vez que possibilita uma compreensão aprofundada das suas forças e fraquezas internas, bem como das oportunidades e ameaças externas que impactam a qualidade da formação oferecida e a sua integração no mercado de trabalho.
Assim, a aplicação da análise SWOT visa apoiar a tomada de decisões estratégicas, promover a melhoria contínua dos processos educativos e reforçar a sua capacidade de adaptação às exigências do meio socioeconómico, contribuindo para a formação de profissionais qualificados e competitivos.

7. SISTEMA DE GARANTIA DA QUALIDADE

A escola profissional assume o compromisso de melhorar continuamente a qualidade do ensino que oferece, assegurando a certificação EQAVET, em conformidade com o Decreto-Lei n.º 92/2014, de 20 de junho, que determina a implementação de sistemas de garantia da qualidade nas escolas profissionais, articulados com o Quadro EQAVET.
A garantia da qualidade baseia-se em quatro pilares principais, seguindo o ciclo PDCA (ciclo de Deming), um método de gestão que promove o controlo e a melhoria contínua dos processos e dos resultados.
Fase do Planeamento
O planeamento reflete uma visão estratégica partilhada pelos stakeholders e inclui as metas/objetivos, as ações a desenvolver e os indicadores adequados.
Fase da Implementação
Os planos de ação, concebidos com os stakeholders, decorrem das metas/objetivos a atingir e são apoiados por parcerias diversas. A necessidade de formação dos recursos humanos da entidade decorre da importância do desempenho individual no processo que é essencial para o seu sucesso.
Fase da Avaliação
A regularidade na avaliação dos resultados e dos processos permite identificar as melhorias necessárias. Na fase da avaliação também são preenchidos os inquéritos de satisfação de modo a recolher e analisar os níveis de satisfação de todos os interessados.
Fase da Revisão
Os resultados da avaliação são utilizados para se elaborarem planos de ação adequados à revisão das práticas existentes, com o objetivo de melhoria contínua.
Para um melhor empenho de todas as partes interessadas, os objetivos, os critérios, as fases do ciclo da qualidade e a documentação que sustenta a nossa ação, são conceitos partilhados, para que a monitorização e os resultados sejam um compromisso de todos(as) os(as) intervenientes.
Periodicamente (trimestralmente e no final de cada ano letivo), através dos dados recolhidos, procede-se à análise dos resultados dos indicadores e estratégias implementadas e à sua comparação com as metas e indicadores estabelecidos nos documentos estruturantes da Escola (PAA, PEE).
Estes resultados permitirão aferir o grau de concretização das metas estabelecidas no Projeto Educativo e aferir os desvios verificados, relativamente aos indicadores EQAVET implementados.
Caso se verifiquem desvios serão reajustadas as estratégias e implementados planos de melhoria com a colaboração de todos(as) os(as) intervenientes.
8. RESPONSABILIDADES NO ÂMBITO DA GARANTIA DA QUALIDADE
A Direção da EPVC assume o compromisso de desenvolver e implementar um SGQ orientado para a satisfação de todos os stakeholders que assegure a melhoria contínua da eficácia do Sistema. À Direção compete nomear o Gestor da Qualidade que será responsável pela coordenação do Sistema de Garantia da Qualidade, competindo-lhe:
– Assegurar que os processos necessários ao Sistema de Garantia da Qualidade sejam estabelecidos, implementados e melhorados;
– Avaliar o desempenho do Sistema e quaisquer necessidades de melhoria;
– Assegurar que toda a organização esteja consciente da necessidade de cumprimento dos requisitos das partes Interessadas;
– Garantir a recolha e análise dos indicadores dos processos, incluindo os indicadores EQAVET.
A responsabilidade pelo balanço anual competirá ao Grupo Dinamizador da Qualidade que no final de cada ano analisará e compilará os resultados dos indicadores num relatório de autoavaliação cujo objetivo será apoiar a definição de objetivos para o ano seguinte e a criação de um plano de ações de melhoria, baseado nesses mesmos resultados.
9. ANÁLISE INTEGRADA DOS RESULTADOS DOS INDICADORES
No final de cada ano letivo são analisados os resultados dos indicadores e compilados esses resultados num relatório de autoavaliação que tem por objetivo auxiliar a definição de objetivos para o ano seguinte.
Caso sejam verificados desvios, é criado, com a participação de todos os stakeholders, um plano de ações de melhoria, baseado nos resultados dos indicadores. As conclusões decorrentes desse relatório de autoavaliação serão divulgadas no final de cada período letivo e no final de cada ano escolar, nomeadamente no conselho pedagógico, de modo a poder recolher sugestões que permitam a melhoria dos resultados obtidos.
O respetivo relatório também estará disponível na escola para consulta das restantes partes interessadas.
INDICADORES EQAVET
De acordo com o Quadro EQAVET, a EPVC procede ao acompanhamento sistemático dos diplomados, com o objetivo de monitorizar os resultados da formação (Indicador 4a – Taxa de Conclusão) e promover a melhoria contínua da qualidade.
Decorridos 12 a 18 meses após a conclusão do curso, é realizado o contacto com os diplomados, com vista à recolha de informação relativa à Taxa de Colocação após a conclusão (Indicador 5a – Inserção no Mercado de Trabalho e Prosseguimento de Estudos), à Taxa de Empregabilidade na Área do Curso de EFP (Indicador 6a) e à Satisfação dos Empregadores (Indicador 6b3) relativamente às competências adquiridas pelos/as diplomados.
Todos os dados recolhidos são devidamente registados na plataforma da ANQEP.
A análise destes indicadores, refletida no relatório final do ano escolar, contribui para avaliar a adequação da formação às necessidades do tecido empresarial e do mercado de trabalho, bem como o impacto da formação na integração profissional e na progressão de carreira e académica dos diplomados.
10. AVALIAÇÃO DO PROJETO EDUCATIVO
Enquanto ferramenta promotora da qualidade e da eficácia da ação educativa, o projeto educativo deve ser avaliado num processo que se constitui não só como um meio de análise e de reflexão sobre a organização da estrutura educativa, como também num veículo de promoção de boas práticas pedagógicas, de melhoria de resultados e de constante aperfeiçoamento do serviço prestado à comunidade.
Tendo em conta o plano estratégico da EPVC e de forma a melhorarmos a nossa prestação, apontamos os seguintes objetivos prioritários:
– Implementar um processo de certificação do SGQ , em alinhamento com o EQAVET;
– Adquirir uma nova cultura organizacional;
– Apostar na qualidade e desenvolver novas oportunidades de formação.
A avaliação do projeto educativo será realizada no âmbito do Sistema de Gestão da Qualidade e será efetuada através de:
– Verificação da transposição dos objetivos definidos no Projeto Educativo para os processos de ensino e de suporte da EPVC, onde serão executados, monitorizados e avaliados;
– Avaliação interna por ano letivo (alunos, encarregados de educação, professores, pessoal não docente e direção);
– Acompanhamento do mapa de indicadores;
– Auditorias internas (verificação no terreno do cumprimento e desenvolvimento do Projeto Educativo);
– Auditorias externas.
11. ESTRATÉGIA DE COMUNICAÇÃO/DIVULGAÇÃO
A EPVC continuará a reforçar a comunicação de todas as atividades, eventos, visitas de estudo e iniciativas desenvolvidas no âmbito do Projeto Educativo e do Sistema de Garantia da Qualidade. Esta comunicação será realizada de forma contínua, transparente e acessível, utilizando como principais canais o site institucional e as redes sociais da escola, garantindo que todos os stakeholders internos e externos se mantenham informados e envolvidos.
A divulgação da visão estratégica da escola e das principais linhas de orientação da melhoria contínua será feita de forma sintética e clara, destacando objetivos, planos de ação e resultados alcançados. Serão promovidas reuniões setoriais, presenciais ou virtuais, com os diferentes intervenientes – alunos, professores/formadores, encarregados de educação, empresas parceiras e outros órgãos representativos – de modo a garantir a compreensão plena das metodologias e estratégias implementadas no âmbito do SGQ.
O acompanhamento trimestral dos resultados, incluindo taxas de execução de módulos, assiduidade e cumprimento da carga horária, será apresentado aos Conselhos de Turma, permitindo uma análise detalhada e o planeamento de ações corretivas sempre que necessário.
No final de cada ciclo, será elaborado um relatório global de implementação do SGQ , onde serão registados: metas alcançadas, desvios identificados, planos de melhoria introduzidos, constrangimentos verificados e os resultados concretos obtidos com a aplicação do processo de gestão da qualidade. Este relatório será da responsabilidade do Grupo Dinamizador da Qualidade e apresentado ao Conselho Pedagógico e ao Conselho Consultivo, assegurando a transparência e a partilha de informação.
Ao término de cada ano letivo será produzido, igualmente, um relatório anual de avaliação da execução das metas, baseado no plano de ação EQAVET, com a finalidade de orientar decisões estratégicas futuras. Todos os documentos orientadores são sujeitos a revisões anuais, conforme definido no Regulamento Interno da EPVC, e serão sempre publicitados aos stakeholders e disponibilizados no site da escola.
Desta forma, a EPVC assegura que alunos, professores/formadores, encarregados de educação, parceiros empresariais e a comunidade educativa em geral tenham acesso contínuo e atualizado a toda a informação relevante, reforçando a participação e o compromisso de todos com o sucesso educativo e a melhoria contínua da escola.
12. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Preparar os alunos para o futuro é o nosso propósito fundamental e a razão de ser do nosso trabalho diário. Acreditamos que este objetivo será plenamente alcançado se continuarmos a garantir professores motivados, envolvidos e disponíveis para um ensino personalizado, capaz de promover o saber, o fazer, o ser, o crescer e o aprender a viver em comunidade.
O presente Projeto Educativo deve ser entendido como um instrumento vivo, flexível e orientado para o futuro, capaz de se adaptar e responder com eficácia aos grandes desafios que se colocam à educação. Só assim poderemos construir uma escola que acompanha as mudanças e a evolução, valoriza o potencial de cada aluno e se compromete verdadeiramente com a formação integral dos jovens.
Elencamos, em síntese, as principais linhas de força (Objetivos Estratégicos) do Projeto Educativo da EPVC:
- Promover a avaliação interna da EPVC;
- Avaliar o impacto e a adequabilidade da formação realizada pela EPVC;
- Promover a escola e divulgar a sua oferta formativa junto da comunidade;
- Melhorar os mecanismos de inserção profissional e de acompanhamento na vida ativa;
- Promover o contacto com o tecido empresarial através de visitas de estudo e da Formação em Contexto de Trabalho;
- Divulgar opções de formação e saídas profissionais, apoiando a orientação vocacional dos alunos;
- Agilizar mecanismos de recuperação modular, combate ao insucesso escolar e prevenção das saídas precoces;
- Melhorar os mecanismos de controlo de assiduidade e de informação aos Pais e Encarregados de Educação;
- Aumentar o envolvimento dos alunos em projetos extracurriculares, nomeadamente no âmbito da HSST, Educação Ambiental e Igualdade de Oportunidades;
- Incutir o espírito de solidariedade social através da participação em iniciativas de apoio ao idoso e às populações mais vulneráveis;
- Melhorar as condições materiais e tecnológicas da escola;
- Promover a melhoria contínua e aumentar a eficácia dos processos educativos;
- Promover e participar em palestras, colóquios e seminários com a presença de profissionais de empresas e instituições, favorecendo a interação e a troca de saberes;
- Promover e participar em iniciativas de dinamização sociocultural e económica locais;
- Reforçar o enriquecimento sociocultural da formação dos alunos;
- Apoiar e incentivar a participação ativa de todos os intervenientes na vida da escola;
- Participar em redes de cooperação do Ensino Profissional, promovendo a partilha e a troca de experiências;
- Desenvolver competências técnicas e científicas através dos Centros Tecnológicos, proporcionando formação prática em áreas como eletrónica, informática, energias renováveis, turismo e desporto;
- Integrar equipamentos modernos e laboratórios especializados que potenciem a aprendizagem experimental e a aplicação prática do conhecimento;
- Criar parcerias com empresas e entidades regionais para projetos de investigação aplicada, prototipagem e desenvolvimento tecnológico;
- Fomentar a capacidade de inovação, resolução de problemas e pensamento crítico, alinhando o ensino com as necessidades do mercado de trabalho e da região;
- Reforçar a inclusão educativa, promovendo equidade e garantindo apoio aos alunos com necessidades específicas;
- Promover o bem-estar físico, emocional e social da comunidade escolar, através de programas de prevenção e apoio socio-emocional;
- Desenvolver competências digitais nos alunos e profissionais da escola, incentivando o uso pedagógico de tecnologias emergentes;
- Incentivar a participação em projetos internacionais e programas de mobilidade, como Erasmus+, ampliando horizontes culturais e académicos;
- Reforçar práticas de cidadania ativa e participação democrática dos alunos;
- Promover a sustentabilidade ambiental, incorporando práticas ecológicas e ações de sensibilização;
- Fomentar a formação contínua de docentes e não docentes, assegurando atualização científica, tecnológica e pedagógica;
- Implementar sistemas de monitorização e melhoria contínua da qualidade educativa, com indicadores claros e avaliação regular dos resultados.
O grande desafio da EPVC para os próximos anos consiste em assegurar o sucesso educativo de todos os alunos que frequentam os seus cursos, reduzindo progressivamente as saídas precoces e garantindo, simultaneamente, que o acesso permanece aberto a jovens que revelam dificuldades ao longo do seu percurso. O compromisso da escola é não excluir, mas acompanhar, apoiar e recuperar, assegurando que cada aluno dispõe das condições necessárias para concluir a sua formação com qualidade.
Para prevenir situações de atraso modular, os Conselhos de Turma continuarão a monitorizar trimestralmente o número de módulos em atraso por aluno e por turma, permitindo definir estratégias de recuperação individualizadas e ajustadas a cada perfil. Paralelamente, e com a mesma periodicidade, os alunos que apresentem problemas de assiduidade serão integrados num plano estruturado de recuperação de horas e conteúdos, a realizar durante os períodos de interrupção letiva, prevenindo a acumulação de dificuldades e promovendo a integração plena no percurso formativo.
No âmbito do acompanhamento da FCT, a coordenadora dos SOEP manterá reuniões regulares com os professores e formadores acompanhantes, garantindo um seguimento próximo e eficaz das experiências de estágio. No final de cada ano letivo serão compiladas e analisadas todas as avaliações da FCT, destacando-se eventuais situações menos positivas, de modo a identificar eventuais lacunas de natureza técnica, comportamental ou relacional. Esta análise permitirá redefinir prioridades e ajustar processos formativos.
Relativamente ao Plano Anual de Atividades, a avaliação do grau de satisfação dos intervenientes continuará a ser recolhida através das atas de Conselho de Turma, após o preenchimento das respetivas grelhas de avaliação. Este procedimento assegura um registo sistemático, transparente e comparável das perceções recolhidas.
No final de cada ano letivo será realizada uma análise global dos indicadores de desempenho, culminando na elaboração de um relatório de autoavaliação. Este documento terá como função orientar a definição dos objetivos do ano seguinte. Sempre que as metas estabelecidas não forem atingidas, será desenvolvido um plano de ações de melhoria, fundamentado nos resultados apurados e orientado para a eficácia das mudanças a implementar.
Os indicadores, o relatório de autoavaliação e o plano de melhoria serão apresentados ao Conselho Pedagógico e ao Conselho Consultivo, garantindo uma análise participada e a recolha de contributos estratégicos. Toda a documentação produzida no âmbito do sistema de garantia da qualidade ficará disponível no site da escola, assegurando a sua divulgação a todos os stakeholders e promovendo a transparência perante a comunidade educativa.
